Iansa/Oya

Imagem de yansa

 Iansã é a deusa dos ventos e das tempestades, senhora dos raios e dominadora dos Eguns. Estes representam a alma dos mortos de uma família, que voltam à Terra a fim de saudar seus descendentes. O seu culto está assim associado à morte e aos ancestrais, sendo a única divindade que se manifesta a determinado momento no rito de “Àsésé”, a cerimónia fúnebre do Candomblé.

É dona de uma personalidade impulsiva e imprevisível, é uma guerreira nata e obstinada em conseguir o que deseja. A batalha do dia-a-dia é a sua maior felicidade, e da mesma forma que exterioriza a sua raiva e o seu ódio, mostra também todo o seu amor e alegria, que são contagiantes na mesma proporção. Identifica-se muito mais com as actividades que estão relacionadas ao homem. Tanto está presente nos campos de batalha, onde se resolvem as grandes lutas, como nos caminhos cheios de risco e de aventura. Assim sendo, Iansã está sempre longe do lar, pois não gosta dos afazeres domésticos. No entanto, esta Deusa jamais abandona os seus filhos, buscando para eles o sustento e lutando como uma fera para os proteger de todos os males. Ela é a mãe que está sempre ao lado dos filhos, nem que seja através do pensamento.

 Apesar de estar relacionada a funções tipicamente masculinas, não deixa de ter as características próprias de uma mulher sensual, fogosa e ardente que sabe amar, e que gosta de mostrar o seu amor e a sua alegria contagiantes. Apaixona-se com frequência, e como tal teve muitos homens, que por ela foram verdadeiramente amados, pois quando ama um homem só se interessa por ele, sendo extremamente fiel e possessiva. Sendo o Orixá do arrebatamento e da paixão, tornou-se mulher de quase todos os Orixás: Xangô, Ogum, Oxóssi.

Foi graças ao amor que devotou a cada um deles, que conquistou grandes poderes e se tornou Orixá. No entanto, a sua felicidade não está centrada num homem, mas sim nos seus próprios sentimentos e convicções. Nada nesta Deusa é regular ou discreto, as suas zangas são terríveis, seus arrependimentos dramáticos e seus triunfos decisivos em qualquer etapa da sua vida. Ela não vai à luta para perder, mas sim para ganhar qualquer desafio que se lhe apresente. É uma guerreira de arma na mão!

A tempestade é também o poder manifesto de Iansã. É a Deusa dos raios, das águas que se agitam, comanda as ventanias, os furacões e o tempo que fecha sem chover. O vento é o seu grande domínio, pois é ele que espanta a morte. Suas danças são guerreiras, evocando através de seus movimentos sinuosos e rápidos, as tempestades e os ventos enfurecidos.

Os seus símbolos são o chifre de búfalo, um alfanje (sabre de lâmina larga e recurvada) e “eruesin”, utensílio confeccionado com pelos de rabo-de-cavalo, encravados num cabo de cobre, um atributo que Oxóssi lhe concedeu e com o qual, Iansã consegue controlar todos os Eguns. Ela recebe sacrifícios de cabras e oferendas de acarajés. Não gosta de abóbora e a carne de carneiro é-lhe proibida. As pessoas que lhe são dedicadas usam colares de contas vermelho escuro ou marrom e a Quarta-feira, é o dia da semana que lhe é consagrado, juntamente com Xangô seu marido. Na religião católica é sincretizada com Santa Bárbara.

Saudação: “Epahei”


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