Yemanja

 Rainha das Águas do Mar

Orixa Yemanja

Iemanjá é uma divindade muito popular no Brasil. Representa o símbolo gerador da vida: a gestação e a procriação, bem como o movimento rítmico, as coisas cíclicas, as profundezas do inconsciente, a força contida, o equilíbrio. É considerada o princípio de tudo: as areias do mar, as águas salgadas, o mar que alimenta e dá energia ao planeta.

Considerada deusa dos mares e oceanos, é a rainha de todas as águas do mundo, seja das águas doces do rio, seja das águas salgadas do mar. Em especial, os rios que correm directamente para o mar, pois o local de confluência das águas doces e das águas salgadas é onde a sua força se manifesta com mais intensidade.

Por representar o inconsciente, Iemanjá é a “dona da cabeça” (iYà-ori), como tal, acompanha todos os rituais do Candomblé e poderia ser considerada a padroeira dos psicólogos. O bem-estar psicológico só pode ser plenamente alcançado com a sua bênção, uma vez que é ela que nos proporciona o equilíbrio necessário para lidarmos com as nossas emoções e desejos inconscientes. Pode ser invocada para promover em nós uma verdadeira limpeza espiritual, levando embora os sofrimentos e as sequelas emocionais, que nos impedem de continuar a evoluir.

Iemanjá divide com Oxum o domínio sobre a maternidade, não a que dá à luz, mas a que está ligada à educação dos jovens e adultos, que já formaram personalidade e individualidade. Seus seios fartos simbolizam a maternidade e a fecundidade, mas como função orientadora.

Esta divindade é a mãe de todos os filhos, a mãe do mundo. Ela é um exemplo de conduta, um espelho para os filhos, pois é a mãe que orienta, que mostra os caminhos, que educa e que sabe explorar as potencialidades e dificuldades que estão dentro de cada um, não fazendo distinção entre eles, tenham ou não saído do seu ventre.É muito ligada à casa, à família e à educação, é o reflexo da mãe complacente, muito protectora, presente e apaixonada pelos filhos.

Mostrando que é preciso respeitar, amar e sobretudo ouvir os pais, Iemanjá promove a Paz em todas as famílias. Ser um bom filho é então, a única forma de ter bons filhos, é fazer com que este orixá esteja sempre presente na nossa vida, e nos nossos corações.

Iemanjá teve quatro filhos da sua união com Oxalá: Xangô,Exu, Ossoxi e Ogum.É a rainha das águas salgadas: as águas provocadas pelo choro da mãe que sofre pela vida de seus filhos, ao se afastarem da família para seguirem rumos independentes; e das águas do mar, sua morada e local onde costuma receber os presentes e oferendas dos seus devotos. Estas podem ser realizadas à beira-mar, ou em alto mar, utilizando-se nesse caso, embarcações. Nas oferendas podem constar produtos de beleza, bijuterias, perfumes e comidas como: carneiro, pato e pratos preparados à base de milho branco (canjica).

É frequentemente representada sob a forma de uma sereia, com longos cabelos soltos ao vento. Pode também ser chamada Dona Janaína ou, mesmo, Princesa ou Rainha do Mar. Seu nome Iemanjá, provém de Yèyè (mãe) e Omo Ejá (peixinhos), que são seus mensageiros ou pode significar também “mãe dos filhos peixes”.

A sua cor é o azul, na tonalidade do Mar. As conchas e as pedras marinhas são os elementos da Natureza, que representam directamente a deusa dos mares. Em suas danças, procura imitar o movimento das ondas, flexionando o corpo e executando movimentos com as mãos e com os ombros.

Seus símbolos são um leque de metal prateado (abebé), com a figura de um peixe e a espada, com a qual defende seus afectos, mas sendo sempre dócil e materna

O dia da semana que lhe é consagrado é o Sábado e os seus colares de contas são de vidro transparente. Na religião católica é sincretizada com Nossa Senhora da Glória, Nossa Senhora da Conceição, Nossa Senhora do Rosário e Nossa Senhora do Carmo, todas elas personificando a “Mãe da água”.

Saudação: “Odó-Ìyá”

 


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