Nana Buruku
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“Grande Mãe dos pântanos” Nanã Buruku é a mais antiga das divindades das águas, não das ondas turbulentas do mar, como Iemanjá, ou das águas calmas dos rios, domínio de Oxum, mas das águas paradas dos lagos e lamacentas dos pântanos, de onde são criados os homens. É a deusa dos mistérios e sintetiza em si morte, fecundidade e riqueza. Representa o princípio – o nascimento; o meio – a vida e o fim – a morte! Conhecê-la é entender o destino, a vida e a trajectória do Homem sobre a Terra.Deusa das chuvas, da lama, da terra e tendo como domínios as águas paradas e lamacentas dos pântanos, Nanã respeitada e temida, é a juíza que castiga os homens faltosos, é a morte na essência da vida. É então na morte, condição para o renascimento e para a fecundidade, que se encontram os mistérios desta divindade das águas. Nanã reconduz ao terreno do astral, as almas daqueles que Oxum colocou no mundo. É a senhora do reino da morte, que recebe os corpos, os acalenta e aquece, numa repetição do ventre materno. Assim sendo, quando a pessoa morre volta ao seu ventre, a terra, de onde inicialmente saiu. Muitos são os mistérios que esta divindade esconde, pois nela entram os mortos e através dela são modificados para poderem nascer novamente. Só assim pode acontecer para cada pessoa uma nova encarnação, um novo nascimento, a vivência de um novo destino. Este orixá é considerado pelas comunidades do Candomblé, como sendo uma figura austera, justiceira e absolutamente incapaz de uma brincadeira ou de alguma outra forma de explosão emocional. Através de seus filhos-de-santo, vive voltada para a comunidade, tentando sempre realizar as vontades e as necessidades dos outros.
Os adeptos deste orixá dançam com a dignidade que convém a uma senhora idosa e respeitável. Seus movimentos lembram um andar lento e penoso, apoiado num bastão imaginário. São-lhe feitos sacrifícios de cabras e galinhas-d`Angola, sem utilizar facas, e são-lhe também oferecidos pratos preparados com quiabos, sem azeite, mas bem temperados. O dia da semana que lhe é consagrado é o Sábado, juntamente com as outras divindades das águas: Iemanjá e Oxum. Os seus adeptos usam colares de contas de vidro brancas com listas azuis. Na religião católica é sincretizada com Sant`Ana. Saudação: “Sálùba” |
